Futsal...tempo

Campo Virtual

Introdução

Na integra

Depois da escala em Madrid, seguiu-se a viagem para o Brasil mais propriamente para Jaraguá do Sul, para o estágio da equipa de futsal da Malwee, uma das maiores referências da modalidade a nível mundial e um reencontro com o enorme treinador Porf. Fernando Ferretti. Uma experiência inesquecível não só pelo nível de ensinamento, quase sempre prático e com alguns dos melhores joghadores mundiais, mas pela troca de ideias e amabilidade. Prof. Fred Antunes (treinador-redes da Malwee e selecção nacional); João Romano (Preparador Fisíco também da Selecção Brasileira) Marco Moraes, Renato Vieira, Fio (supervisor do Sub-20) são apenas alguns dos nomes neste inicio de estágio que 

 

 

 

 

 

Depois de terminado o ciclo com as cores do futsal do S. João e que culminou com a subida de divisão e o título de vice-campeão nacional da III Divisão, Miguel Tente seguiu viagem para o Brasil, juntamente com Nuno Martinho, que fazia parte também da equipa técnica, para estar presente no estágio da equipa brasileira de futsal Malwee. A equipa de Jaraguá do Sul, orientada por Fernando Ferretti, é considerada como uma das maiores referências do fuitsal mundial e onde actuam alguns dos melhores jogadores da actualidade e da selecção brasileira, como Falcão, Lenísio ou Tiago.
Nesta longa viagem os respectivos técnicos fizeram escala também em Madrid para sentir o ambiente do novo clube de José Mourinho...  

 

 

 

 

 

 
 

 

 

 

Tendo em conta que este é um projecto pedagógico na Escola de Futsal do Benfica a educação psicomotora é a base do processo de aprendizagem, tendo como objectivo o desenvolvimento geral das capacidades técnicas e tácticas. Mas para que a criança aprenda gestos técnicos tem que aprender os movimentos básicos, como correr, saltar, etc.

Aliado à aprendizagem da técnica individual estão fundamentos como o equilíbrio, o ritmo, a coordenação, noções de espaço e tempo, entre outras. Mas não nos devemos esquecer que as crianças são seres pensantes e a aprendizagem motora tem que ser vista como uma ligação entre o pensamento e a acção. Sendo assim pretende-se através do trabalho de campo um desenvolvimento das suas capacidades cognitivas, de percepção, antecipação e tomada de decisões.

 

 As actividades do treino tentam retratar as situações problema que o aluno precisa resolver durante o jogo, como também fornecer, paralelamente, elementos racionais que orientem o processo de tomada de decisões, de forma que a escolha do jogador recaia sobre as jogadas consideradas mais adequadas do ponto de vista táctico.

Em relação ao modelo situacional, optou-se por criar jogos modificados que coloquem a criança diante de situações problema de jogo estruturais: mano-a-mano (1X1); inferioridade numérica (1X2); superioridade numérica (2X1); equilíbrio numérico com apoio de um atacante (1+2X2); equilíbrio numérico com recuperação de um defensor (2X2+1) e assim por diante.

 Estimula-se, dessa maneira, o aluno a ter autonomia para analisar na prática as alternativas possíveis e escolher a que julgar mais conveniente (tomada de decisão) descobrindo os recursos tácticos disponíveis para construção das jogadas.

 

  .


 
A época de 2008/2009 foi marcada pela frustração, a tristeza , desilusão mas no fundo do dever cumprido, de uma equipa que realizou uma grande época para cumprir um sonho de muitos anos de uma localidade e de muita gente que fazem do S. João a sua bandeira. Foi demasiado duro para o que se viveu, mas a equipa do S. João voltou a acreditar que com trabalho, sofrimento e abnegação era capaz de voltar a acreditar e esta época 2009/2010... 

 

 
 

O site Tente Futsal está de regresso com um novo figurino. Apesar de alguns problemas técnicos que levaram à suspensão do mesmo, decidimos reactivar este espaço face às solicitações dos inúmeros usuários que partilhavam e contribuíam para o desenvolvimento do mesmo. Apesar de uma aparência renovada, os conteúdos foram respeitados, como reconhecimento por aqueles, que desde a 1ª edição, decidiram através das suas experiências partilhar os conhecimentos adquiridos. Este desafio, que teve uma maior aceitação além fronteiras, originou a que o site contenha inúmeras referências da realidade brasileira na modalidade. Como ninguém é “dono da razão”, nem da “bola de jogo”, este é um espaço de partilha numa procura de um melhor futsal. Seja bem vindo...

 
Representar o Sport Lisboa e Benfica (SLB) é um sonho de muitas crianças que, a partir de Setembro, será facilitado, em particular na região de Coimbra. Nuno Martinho e Miguel Tente serão os responsáveis pela mais recente escolinha de futsal do Benfica, que terá como sede a cidade do Mondego.

Nuno Martinho revela que «os objectivos a atingir e pensando que o mais importante são as crianças, passam por tentar criar um espaço onde elas se sintam motivadas, acompanhadas e com vontade de voltar sempre para praticar futsal». A juntar a isto, o responsável pretende que os jovens que ingressem na escola «sintam a felicidade e o orgulho de vestir a camisola do Benfica, pois fazem parte integrante como jogadores dos escalões de formação da maior referência do futsal nacional e uma das mais importantes a nível internacional».

Aqueles que entrarem na escolinha ficarão ligados “ao ninho da águia” e serão mesmo alvo de acompanhamento próximo por parte dos dirigentes encarnados de Lisboa. «Relativamente a este projecto, esperamos crescer de forma sustentada», desejou Nuno Martinho.

Miguel Tente começou por referir que «acreditamos neste projecto pelo seu valor pedagógico», passando a explicar que «cada criança tem uma história de vida que deve ser respeitada e num processo de ensino-aprendizagem devemos descer ao mundo delas, compreender os seus anseios, afastar os seus medos e partilhar as suas alegrias».

O experiente técnico garante que «apostando na vertente pedagógica, a criança como desportista, além de aprender habilidades e desenvolver capacidades, vai construir valores e atitudes de uma forma mais positiva, tendo como base um ensino baseado no prazer de jogar, numa cultura de lazer, na valorização da auto-estima e construção da cidadania».

Para Miguel Tente, «o mundo das crianças é algo de fascinante. Nestes 18 anos de futsal, foram inúmeros os exemplos que vi, em que o mundo dos adultos, através da selecção, do desenvolvimento precoce, da procura de talentos e conquista de títulos a todo o custo, fez nascer os ditos craques com “pés de barro” e desaparecer crianças que apenas tinham o prazer de jogar».

Directores confiantes
Joaquim Silvestre, responsável pela Área de Recrutamento e Formação e Área Técnica do SLB, garante que quer «levar o projecto do futsal do Benfica a todo o lado». O projecto de Coimbra agradou ao dirigente uma vez que «os responsáveis têm um grande “know how” técnico, há uma comunhão de ideias com o que pretendemos para a formação e há objectividade e seriedade por parte do projecto do Miguel Tente e do Nuno Martinho no trabalho apresentado».

O responsável benfiquista enalteceu que Coimbra «tem uma grande quantidade de praticantes e é um local excelente para abrir um pólo, uma vez que vai proporcionar a muitos jovens representarem o Benfica e servirá igualmente para “espicaçar” outras instituições a trabalharem bem na formação».

Joaquim Silvestre revela que o sucesso destas escolas começa quando «o gosto pela formação e pelo futsal vem sempre muito antes da parte financeira, uma vez que é preciso trabalhar muito, ser persistente e dinâmico para se obterem resultados positivos», acrescentando que «os pais e as crianças são muito mais exigentes quando se trata de uma escola do SLB».

O dirigente benfiquista salientou ainda que «as crianças e os treinadores são parte integrante da estrutura do futsal do Benfica», pelo que em cada torneio ou evento em que participem estarão sempre em nome do SLB.

A assinatura do contrato que oficializou a escola de futsal do Benfica em Coimbra realizou-se em Lisboa e as inscrições poderão ser feitas através do e-mail This e-mail address is being protected from spam bots, you need JavaScript enabled to view it endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , sendo que, brevemente, estará disponível no site do Benfica, na área dedicada às escolas, a ficha de inscrição. Os treinos começam em Setembro.

Ricardinho apoia escola de Coimbra
É considerado por muitos como o melhor futsalista português da actualidade. Ricardinho dá a cara pelas escolinhas de futsal do Benfica e, na apresentação do futuro pólo de Coimbra, o “mágico”, marcou presença, deixando votos de felicidades para o projecto. «Parabéns por fazerem este projecto. Certamente vão ajudar a formar grandes jogadores e acima de tudo grandes Homens», frisou.

Ricardinho aconselha os mais jovens a «seguirem os seus sonhos que têm», porém «nunca devem abandonar os estudos», dando como exemplo… ele próprio. «Eu deixei e não o deveria ter feito, por isso posso aconselhá-los a prosseguirem os estudos em conjunto com a aprendizagem de futsal».
 

 

Treinar o Centro Social S. João na época passada foi um novo desafio e como disse um dia Michael Jordan “O triste da vida não é ter problemas ou derrotas. O triste da vida é ser medíocre. É não errar pelo simples facto de nunca ter tentado”. Foi uma época especial em que recusámos ser medíocres, em que nunca tivemos o medo de errar e fizemos aquilo que acreditávamos. Perdemos a subida no jogo decisivo é certo...mas não confundimos derrota com fracasso, nem vitória com sucesso. Tivemos a humildade de saber perder e a coragem de enfrentá-la e por isso voltamos esta época sem medo de errar, porque continuamos a acreditar que um dia podemos ser campeões!

 
Futsal para cegos: uma proposta para a iniciação PDF Print E-mail
Written by Ramon Pereira de Souza   
Wednesday, 09 April 2008
Nos últimos anos, justificado por uma série de interesses, tem-se preocupado cada vez mais com os portadores de deficiências, o que também inclui o aumento pela busca e prática dos esportes. Particularmente quanto aos cegos, no Instituto Benjamin Constant há sempre alguém em busca de informações e/ou espaço para a prática esportiva. Dentre as atividades esportivas desenvolvidas por cegos, consideramos o futsal uma das mais difíceis. Justamente por isto, por sua procura e pela ausência de literatura sobre o assunto, buscamos apresentar os fundamentos básicos e discutir sua aplicação, com a intenção de, assim, contribuir com aqueles que desejam iniciar o ensino desta modalidade.

ABSTRACT

There has been many reasons why people has lately shown great concern about handicapped persons, which also include an increase in the search for and practice of sports. Specially regarding the blind, there's always someone at the Instituto Benjamin Constant searching for information and/or spaces for practicing sports. We consider footsal one of the most difficult sports among those undertaken by the blind. Mostly for this, for its preference and for the lack of literature about footsal for the blind, we have tried to present its foundations as well as discuss its use, thus aiming to contribute to those who wish to teach it

Introdução

Muitos de nós normalmente imaginamos que cegos não podem desenvolver algumas atividades do cotidiano, do labor, domésticas e até mesmo esportivas e/ou do lazer, como andar de bicicleta, correr, nadar, entre outras. Entretanto, observando-se adaptações, é perfeitamente possível que o cego as realize, tornando-se assim mais ativo, independente e também integrado.
Especificamente sobre o futsal, perguntamo-nos “como o cego pode jogar bola?”, “como ele ‘enxerga’ a bola?”, “como ele pode acertar o gol?”, “como passa a bola para o companheiro?”, “e o drible?”.
Estimamos que aproximadamente há quarenta anos, o futsal vem sendo praticado por cegos no Brasil em várias de suas associações. No Instituto Benjamin Constant, esta prática também é muito antiga, tendo surgido de forma singular porque coube aos alunos a invenção espontânea de uma brincadeira denominada “gol a gol”.

Em nossa experiência de ensino no Benjamin, alunos iniciados no “gol a gol” têm geralmente apresentado um rápido aprendizado do futsal.
“Gol a gol” é um jogo armado com um número não determinado de jogadores, praticado com uma bola envolvida em um saco plástico, tendo como campo “oficial” o espaço demarcado pelas pilastras e teto do pátio do Instituto – dois metros de largura por três metros de altura – ficando os gols a dez metros de distância, onde sempre são respeitados o aviso verbal do adversário autorizando o chute e o revezamento no chute.

Dentre as atividades esportivas desenvolvidas por cegos, consideramos o futsal como uma das mais difíceis porque é a única em que o indivíduo tem que se deslocar em todas as direcções em uma quadra de 40m x 20m, sem um tempo predeterminado, com ritmos variados, perante quatro “adversários”, para atingir o gol, além de ser o goleiro adversário, vidente, conforme as regras internacionais determinam.
Com a apresentação e discussão dos fundamentos básicos do futsal adaptado, objetivamos não só esclarecer aquelas questões, como também contribuir com os que desejam iniciar o ensino deste desporto para cegos.
Características do futsal para cegos

O material e o espaço adequados para a prática do futsal para cegos não diferem tanto do jogo praticado pelos videntes, o que muito facilita o trabalho. A bola deve conter guizos ou, na impossibilidade de tê-la, pode-se envolver uma bola normal em saco plástico para possibilitar a audição do ruído do seu deslocamento. É importante o uso da venda, que possibilita a homogeneização de todos quanto ao sentido visual, pois alguns cegos percebem vultos e isso pode colocá-los em vantagem sobre os demais.
A quadra deve ser cercada em toda a extensão lateral com muretas de madeira de um metro e vinte de altura, para que a bola não saia tanto de jogo. Além do mais, deve ser descoberta para evitar eco e/ou reverberação.
As Regras Internacionais de Futsal para cegos e deficientes visuais, estabelecidas pelo Comitê Internacional de Futsal da IBSA, em 1995, na cidade de São Paulo e seguidas até hoje em todas as competições nacionais e internacionais, estão disponíveis no site http://www.abdcnet.com.br/.

Quanto ao deslocamento, os videntes jogam a bola à frente ou carregam-na próxima aos pés, mas não em contato permanente. Já o cego desloca-se com a bola entre os pés, passando-a de um pé ao outro sem perder seu contato, pois se assim não o fizesse, facilitaria a retirada por outro.
No drible, os videntes utilizam o jogo de corpo ou a ginga para confundir visualmente o adversário, que muitas vezes desloca-se para um lado do jogo de corpo, mesmo sem que a bola siga aquela direcção, visando muito mais o atleta do que a bola. No futsal de cegos, não há esta ginga. O drible é feito com o som da bola, quando um atleta a conduz e pára, fazendo com que o adversário se dirija àquele ponto onde a bola parou. Em seguida, o jogador com a posse da bola muda de direção repentinamente, deixando o seu adversário para trás. A mudança de direção e velocidade alternadas na condução desta bola significa, para um cego, um bom drible.

Algo é bem curioso: os goleiros têm sempre visão normal. No entanto, sua área de atuação é restrita: dois metros à frente e cinco metros de largura (um metro lateral de cada poste de gol e dois metros à frente), sendo que qualquer atuação fora desta área é punida com pênalti que, geralmente, converte-se em gol, devido à força que é imprimida na bola pelos jogadores cegos.
Por fim, o deslocamento sem bola dos jogadores em quadra é setorial. Assim, o jogador da ala esquerda atua na ala esquerda da quadra, em situação de defesa e ataque, diferindo do jogo dos videntes que mudam sempre de posição, até para confundir o adversário.

Elementos básicos à iniciação

Ao nos referirmos à iniciação ao futsal, faz-se necessário reportar-nos aos pré-requisitos que os alunos devem apresentar. Não nos preocupamos com a idade em que os alunos começarão a praticar o futsal. No entanto, todos devem ter sido iniciados anteriormente nas atividades de orientação e mobilidade e percepção auditiva, devendo apresentar segurança ao correr e saltar e noções de lateralidade, frente, trás e diagonal. A negligência a este complexo senso perceptivo motor predisporá o aluno a maiores possibilidades de choque, conseqüentemente, de se machucar e possivelmente desistir.

De fundamental importância são o aprendizado do posicionamento do corpo e a orientação durante o jogo, até mesmo por questão de segurança, pois os choques são inevitáveis e todos devem estar preparados para impedi-los, ou melhor, absorvê-los. Já a orientação deve ser para que o aluno discrimine os tipos de sons e também se habitue a dar atenção ao seu “técnico” (posicionado na lateral), ao chamador (posicionado atrás do gol adversário) e ao goleiro (no setor de defesa). Sobre o posicionamento corporal, um dos braços deve manter-se à frente do tronco, à altura do peito e a cabeça estar sempre erguida.

Outro valioso aspecto é a movimentação. Também para evitar trombadas, sugere-se que o grupo se desloque em um só bloco, sempre para o mesmo setor. Para tanto, dividimos a quadra em quatro setores (ataque esquerdo, ataque direito, defesa esquerda e defesa direita) e desenvolvemos atividades que possibilitem aos alunos essa orientação. A ordem verbal deve ser a mesma para todos da equipe.
Chamador é o elemento vidente de uma equipe de futsal de cegos, posicionado atrás do gol adversário, para melhor orientação dos chutes a gol.
A noção de espaço e tempo é essencial do mesmo modo. O aluno deve deslocar-se em diferentes ritmos (em pique, correndo, andando, trotando) e formas (frente, costas e lado), da defesa ao ataque, da defesa ao meio da quadra, do meio ao ataque, de um lado para outro e nas diagonais.

Indispensável é a estimulação auditiva. Diversos sons (movimentação de ônibus, pássaros, latidos, conversas...) poderão estar presentes durante o jogo e os alunos devem estar atentos ao barulho emitido pelos guizos da bola e aos orientadores. Portanto, sugerimos que a maioria das atividades sejam desenvolvidas com a bola para que o aluno discrimine com exatidão o seu som e também a verbalização daqueles que estão fora à quadra, orientando.
Além do mais, na iniciação, para evitar choques e criar maior segurança e maturidade do indivíduo no jogo, devem ser enfatizadas as atividades analíticas. Com isto, não queremos dispensar a atividade global, até porque o futsal é um esporte coletivo. É errôneo acreditar que o cego jogue individualmente, conduzindo a bola desde sua defesa até o gol adversário.

Elenco de atividades

No futsal para cegos, há a necessidade de se observar rigorosamente uma seqüência pedagógica no ensino dos seus fundamentos, sendo isto condição primordial para a segurança dos alunos.
Descrevemos aqui exemplos de atividades que julgamos importantes para a assimilação e desenvolvimento dos fundamentos, já experimentadas em mais de dez anos de ensino no Instituto Benjamim Constant. São elas:

a) Percepção auditiva

A.1) Dispor os alunos em círculo com apenas um deles ao centro. Um dos alunos bate palmas e o que está no centro deve deslocar-se em sua direcção.

Aspectos importantes
1) o professor comanda quem irá bater as palmas para evitar a emissão de mais de um estímulo auditivo
2) o aluno que es¬tiver na roda deverá posicionar-se com os braços estendidos à frente, para a prevenção de um pos¬sível choque
3) o estímulo poderá ser através da voz.
A.2) Correr em direção ao comando auditivo, com variação de direção (direita, esquerda, atrás), com variação de movimento corporal (com os dois pés juntos, de costas, de lado...).

Observações
1) o professor deverá comandar a corrida para um aluno de cada vez e dar um intervalo de segurança entre um e outro
2) o espaço utilizado deverá ser apresentado a todos os alunos, para que se certifiquem de que não há nenhum obstáculo
3) todo o comando deve acabar na voz do professor, que deverá se posicionar pelo menos a cinco metros de qualquer obstáculo que esteja na direção da corrida do aluno.
A.3) Sentar na formação de um círculo e, utilizando-se de uma bola com guizos, fazer com que cada aluno role a bola com as mãos um para o outro.
B) Passe
 
B.1) Com a turma dividida em duplas, os jogadores deverão posicionar-se um de frente para o outro, com uma bola, passando-a com o lado interno dos pés um para o outro.

Aspectos importantes 
1) quando distribuir as duplas na quadra ou campo, dar um afastamento de pelo menos cinco metros de uma dupla para outra, para evitar choques caso a bola escape de uma das duplas
2) começar com uma distância pequena e depois aumentar, pois uma distância grande aumentará as chances de erro de passes, podendo desanimar os alunos.
B.2) Orientar o aluno no sentido de que a bola deverá estar em frente a seu corpo no passe parado e, para que o aluno saiba onde ela se encontra e se oriente na direção do passe, ele deverá pisá-la antes do toque para o companheiro.

Observações
1) atentar para o apoio e o posicionamento do corpo do aluno em relação à direção da bola a ser lançada, para que o passe seja mais preciso
2) para “educar” a direção do passe, fazer com que o aluno aponte para o companheiro que irá receber a bola
3) se por acaso errar a direção do passe, pedir para apontar ou falar em que direção foi a bola, tendo como referência o companheiro.
B.3) Na mesma formação, pedir que passe a bola com partes diferentes do pé (de calcanhar, parte externa dos pés, com a direita, com a esquerda...).

c) Recepção

C.1) Na formação de duplas, ficar um de frente para o outro, passando a bola e recepcionando a bola do companheiro.

Aspectos importantes
1) explicar para o aluno que a recepção deve ser feita com as pernas ligeiramente afastadas, a uma distância não maior que o diâmetro de uma bola de futsal, para que haja eficiência na recepção
2) orientar o aluno que, para pisar na bola, deve-se antes esperar que ela toque em suas pernas
3) Orientá-lo para afastar as pernas, com a ponta dos pés viradas para a direita, flexionar as pernas lateralmente aproximando o joelho da perna esquerda do chão, com a perna direita semi-flexionada. Repetir o exercício para o outro lado.
C.2) Colocar o grupo em um lado da quadra, e chamar um de cada vez para o centro, lançando uma bola, para que domine e passe de volta.

Aspectos importantes
1) o aluno que executar a tarefa deverá ir para o lado oposto ao do início da atividade
2) os alunos deverão ser chamados pelos nomes, para que não se apresente mais de um jogador
3) orientar para que o jogador sempre posicione sua cabeça com o nariz apontado na direção da bola.
C.3) Na formação anterior, o aluno se deslocará de costas até o centro e, ao comando de um apito, ficará de frente para a bola que será lançada para que ele a domine.

D) Deslocamento
 
D.1) Em duplas, um de frente para o outro, orientar um aluno para que se desloque até o outro com a bola entre os pés, arrastando-os para que não perca o contato com a bola.

Considerações importantes
1) a bola deverá estar sempre à frente do corpo e não embaixo ou atrás
2) a importância deste deslocamento ou a mecânica do movimento é que o jogador não perde o contato com a bola
3) é importante que o aluno experimente outros meios de deslocamento, como passar o pé por cima da bola ou jogá-la à frente e tentar alcançá-la e dominá-la.
D.2) Três a três, sendo dois em uma lateral da quadra e um na outra lateral, dois de frente para um; no lado em que se encontram dois alunos, um com uma bola deverá deslocar-se com ela até o companheiro à sua frente e entregar a bola. E este repetirá o mesmo exercício até o companheiro à sua frente.

Atentar sobre
1) os trios deverão manter uma distância mínima de cinco metros um do outro
2) o professor deverá prestar atenção se algum aluno perde a posse de bola, para não chocar-se com o companheiro de outro trio.
D.3) Em formação de três, deverão deslocar-se em zigue-zague, conduzindo a bola.

Observação
pode-se realizar o exercício variando a velocidade de deslocamento.
Considerações finais
A vida nos impõe muitas provas e uma das maiores é manter-se motivado para poder superá-las. Para o cego, sem dúvida, é uma oportunidade de desenvolver aptidões que possibilitem uma melhor orientação e mobilidade, conduzindo-o à independência em certas tarefas impostas no dia a dia, melhorando sua qualidade de vida.
Percebemos que os alunos cegos que praticam futsal não estão preocupados em simplesmente mostrar as suas capacidades como acto de exibicionismo, mas estão interessados em acreditar em si próprios através da demonstração de suas habilidades motoras no desempenho do jogo de futsal.

O futsal para cegos requer de cada praticante muito esforço, educação, perseverança. Sua execução exige o deslocamento de todos (excepto do goleiro) para todas as direções, com velocidades variadas, com atenção voltada para bola, para as orientações do técnico, do goleiro e do chamador, e tudo isso diante de quatro adversários com o mesmo objetivo: dominar a bola e fazer gol.

Muitas vezes, quando nos referimos ao futsal de cegos, alguns, descrentes sobre as capacidades deles, riem e chegam até a declarar que imaginam um grande “pregobol” ou “totó”, em que os alunos ficam fixos em suas posições durante o jogo. Além de ensinar o futsal para cegos, precisamos transmitir informações para esses “descrentes”, contribuindo também para a superação das discriminações que nossos alunos têm enfrentado.
Bibliografia

1. BORGES, C.M.F. O Professor de Educação Física e a Construção do Saber. Campinas: Papiros, 1998.
BRASIL. Educação Física e Desporto para Pessoas Portadoras de Deficiência. Brasília: Mec – Sedes, 1994.
2. FREIRE, J.B. Educação de Corpo Inteiro: teoria e prática da Edu¬cação Física. 3a edição. São Paulo: Scipione, 1992.
3. MOSQUEIRA, C. Educação Física para Deficientes Visuais. Rio de Janeiro: Editora Sprint, 2000.
4. TELFORD, C.W. & SAWREY, J. M. O Indivíduo Excepcional. 5a edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1977.
Last Updated ( Wednesday, 09 April 2008 )
 

O melhores de sempre...

Um atleta...único
O sucessor...

Blog/Tentefutsal


Google PR module

Google PageRank Módulo - Camelpark - Tradução JoomlaClube
Info: JoomlaClube
Direitos Reservados ® Tente Futsal - Design by www.joomlashack.com